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Conforme apuração da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Construção (ICST) teve sua terceira alta seguida em agosto, crescendo 2,2 pontos na comparação com julho e chegando a 87,6 pontos. Este é o maior patamar desde dezembro de 2014, quando o índice chegou a 88,7 pontos. A alta foi influenciada tanto pela melhora da situação atual quanto das expectativas de curto prazo dos empresários da construção.

O Índice de Situação Atual, que apura a confiança do empresário da construção no momento presente, aumentou 2,5 pontos no mês de agosto e alcançou 77,6 pontos, maior patamar desde fevereiro de 2015 (81,4 pontos). O indicador foi impactado pela percepção de melhora dos empresários sobre a situação atual da carteira de contratos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) – cálculo da confiança do empresário da construção para os próximos meses – cresceu 1,9 ponto, chegando a 97,9 pontos, maior nível desde janeiro de 2014 (99,1 pontos). O resultado se deve tanto ao indicador de demanda prevista quanto ao indicador de tendência dos negócios.

Além disso, o Nível de Utilização da Capacidade do setor (Nuci) teve alta de 0,7 ponto percentual e alcançou 69,6%.

Segundo Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE, o resultado positivo mostra que a maioria do empresariado acredita que o ambiente está mais favorável. Entretanto, para ela, o ritmo da atividade permanece lento e é insuficiente para alavancar a economia.

Além disso, a pesquisadora destaca que, nos últimos anos, o Programa Minha Casa, Minha Vida exerceu um papel fundamental de sustentação da atividade durante a crise. Mas, desde o início do ano, o contingenciamento da União tem levado à paralisação de obras “ou seja, o programa perde cada vez mais sua capacidade para atenuar os efeitos da crise”, observou Ana Maria Castelo.